O sangue escorria devagar pelo concreto.
Gotas pesadas, ritmadas, formando pequenos rios carmesim que contornavam as rachaduras do chão da garagem abandonada. O som do mundo parecia abafado ali dentro — abafado pelo estalo da pele rompida, pelo zumbido da lâmpada fluorescente no teto e pelos gemidos arrastados do homem amarrado na cadeira de ferro.
Eu estava em silêncio.
As mãos sujas, a camisa com as mangas arregaçadas, e os nós dos dedos latejando.
O traidor à minha frente, semi-consciente, a