O tempo passou como uma maré silenciosa.
Oito semanas se foram desde aquela manhã em que deixei o bilhete. Desde que fugi não só de Enzo... mas de tudo. De Luca. Da mansão. Da confusão que havia se tornado minha vida. Fugi para dentro de mim.
E ali me reconectei com algo que eu tinha deixado para trás: meu propósito.
A medicina.
Me entreguei aos estudos com uma intensidade nova, quase obsessiva. Eram os plantões, os trabalhos finais, a apresentação do projeto clínico. Era a sensação de que, se