Sai do banho com o som das batidas. Secas. Diretas. Irritadas.
Sentei na cama, enquanto olhava a parede, com a sensação de que alguma coisa estava errada – mais do que o habitual.
Bum. Outra batida. Mais forte.
— Já vai. — murmurei, a garganta seca.
Levantei e abri a porta.
Luca estava parado ali. Ombros rígidos, maxilar travado. O tipo de postura que ele só adotava quando estava prestes a explodir.
— Onde ela está? — ele perguntou sem rodeios.
Eu não desviei os olhos. Mas por dentro... eu já s