Ponto de vista: Sara
Nunca pensei que um simples chuveiro quente pudesse me fazer chorar.
Mas ali estava eu — com as costas encostadas na parede fria do box, a água escorrendo pelo meu corpo como se pudesse lavar o medo impregnado na pele.
Minhas mãos tremiam. A garganta apertada queimava de silêncio. Só quando fechei os olhos e vi, de novo, o brilho metálico da arma encostada nas minhas costas, foi que desabei de vez.
As lágrimas vieram pesadas. Irritantes. Raivosas.
Eu, que me achava for