Naquela manhã, o apartamento parecia respirar junto com Pedro.
A luz do sol entrava generosa pelas janelas abertas, refletindo nos vidros limpos e dançando nas paredes em tons dourados. As cortinas brancas esvoaçavam suavemente com a brisa de junho, e até o silêncio parecia leve, preenchido por uma promessa silenciosa de felicidade. O pequeno jardim na varanda exalava o perfume fresco do manjericão e das lavandas que ele cultivava com carinho — como se a casa, de alguma forma, sentisse a esper