Era manhã em São Paulo, e a cidade fervilhava como sempre. Mas no coração da Avenida Faria Lima, dentro do edifício de vidro e aço que abrigava a sede da Agro Tech, o tempo parecia desacelerar.
Ana caminhava pelos corredores frios do prédio pela última vez. Vestia uma camisa branca bem passada, calça de alfaiataria e os cabelos cacheados presos com elegância. Seus passos tinham propósito. Seus olhos, firmeza. Depois de tudo o que viveu, ela finalmente estava ali — prestes a assinar o contrato q