Os dias seguintes passam como se o mundo estivesse preso entre o ontem e o nunca mais.
Não voltei à cafeteria.
Não liguei pra ele.
Ele também não me procurou.
Talvez porque não saiba como.
Talvez porque não queira.
Talvez porque, como eu, esteja com medo de descobrir que, por mais que se lembre… algumas coisas não voltam mais a caber no mesmo lugar.
Saio de casa numa manhã nublada, sem destino muito certo. Só com a sensação de que preciso andar. Respirar. Ver gente. Sentir o mundo girando lá