Lorena Azevedo
Dois meses de paz.
E isso, ironicamente, só tornava tudo ainda mais assustador.
Nove meses juntos.
Nove meses desde que o mundo virou de cabeça pra baixo e, pela primeira vez, eu não quebrei na queda.
Dois meses desde que Paulo apareceu na cafeteria, tentando me humilhar diante de todos — e as palavras dele ainda ecoavam em algum canto escuro da minha mente, como uma cicatriz que insiste em arder mesmo cicatrizada.
Eu me esforçava para esquecer.
Mas esquecer não é simples pra que