Lorena Azevedo
O silêncio do quarto era pesado, interrompido apenas pelo som rítmico do meu coração, que batia contra as costelas como um pássaro encurralado em uma gaiola de ferro. Eu olhava para o espelho, mas mal reconhecia a mulher que me devolvia o olhar. Meus dedos tremiam levemente enquanto eu terminava de abotoar o blazer. Faltava exatamente uma hora para o início da audiência que decidiria se o Rafael continuaria a ser o pilar da nossa família ou se seria arrancado de nós pela ganância