Rafael Ventura
O asfalto da Rodovia dos Bandeirantes parecia uma fita cinza interminável, mas a minha cabeça não estava na estrada. Eu dirigia a caminhonete com uma mão só, a outra apertando o volante com uma força desnecessária, enquanto meu corpo ainda vibrava com a memória do que tinha acontecido horas antes.
Lorena.
Só de pronunciar o nome dela em pensamento, senti um puxão familiar no baixo ventre. Aquela mulher ia ser a minha perdição. Eu estava oficialmente atrasado para a reunião com o