Eduardo Soares
O ar condicionado da minha SUV estava no máximo, mas o suor frio de ódio ainda escorria pela minha nuca. Olhei pelo vidro fumê para as terras que se estendiam além da estrada. As terras dos Ventura. Aquilo não era apenas solo e pasto; era uma afronta à minha supremacia. Cada hectare daquela fazenda que ainda pertencia ao Rafael era um prego cravado no meu orgulho. Eu as queria. Eu as teria. Nem que para isso eu tivesse que transformar a região de Belo Horizonte em um cemitério.
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