Rafael Ventura
Depois do banho, nos deitamos. O silêncio da noite na fazenda sempre foi profundo, mas, naquela madrugada, parecia carregar o peso de mil tempestades. Eu estava deitado, com Lorena aninhada no meu peito, sentindo a respiração dela finalmente desacelerar depois de tantas horas de tensão.
O quarto estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas pelo reflexo do luar que atravessava as frestas da persiana, desenhando linhas prateadas sobre os lençóis.
Faltavam apenas setenta e duas h