Lorena Azevedo
O eco metálico da porta batendo cortou o silêncio do galpão como uma lâmina fria. Melissa tinha saído, acompanhada por aquele homem de braços imensos e olhar vazio que a ajudara a me trazer até aqui. Eu estava sozinha. O silêncio que se instalou naquele espaço cavernoso era sufocante, interrompido apenas pelo som da minha própria respiração descompassada e pelo gotejar distante de alguma tubulação velha.
Olhei para a poeira que dançava nos poucos feixes de luz que entravam pelas