Lorena azevedo
Depois que o capanga foi embora, ela continuou me encarando por mais alguns segundos. Então, lentamente, um sorriso frio, quase mecânico, surgiu em seus lábios — o tipo de sorriso que não carregava humor algum, apenas perigo.
— Aproveite o silêncio, Lorena. Acho que alguém vai morrer hoje... e não vai demorar muito — ela disse, com uma leveza aterrorizante.
Ela se virou e caminhou em direção à saída. O som dos saltos dela parecia ditar o ritmo dos meus últimos minutos de vida. A