Paloma se sentia tão idiota.
Tinha passado os últimos dias embalada em devaneios, pensando em César o tempo todo, cheia de amor, como se vivesse uma febre que a arrebatava inteira. Extasiada com a descoberta de que, afinal, seu sentimento parecia ser correspondido, permitira-se sonhar.
Fechava os olhos e lembrava da própria voz, trêmula e ansiosa, convidando: “Quer entrar?” Oh, Deus, como pôde? Agora, sozinha, a vergonha lhe queimava a face. Ele certamente pensara que ela estava se oferecendo o