César estacionou o jipe diante da falésia e tirou os óculos escuros, respirando fundo.
— quinze anos morando aqui… e ainda me pego surpreso com essa vista.
Paloma o olhou com curiosidade, ajeitando a mochila no ombro.
— Engraçado… você não tem sotaque daqui. Não é paraibano, né?
Ele sorriu de leve, fechando a porta do carro.
— Não mesmo. Sou mineiro. Nasci em Minas e morei lá até os dez anos. Depois, minha família vivia se mudando. São Paulo, Goiás… onde aparecesse trabalho pro meu pai, a gente