CAPÍTULO 64 – LINHAS QUE COMEÇAM A SE MOVER
ANA
Os dias seguintes pareceram normais demais.
E talvez fosse isso que me deixava inquieta.
Theo voltou à rotina como se nada tivesse acontecido. Acordava cedo, reclamava do frio de Toronto, perguntava se podia levar dois brinquedos na mochila em vez de um. Ria. Corria. Vivia.
Mas, vez ou outra, algo escapava.
— A Daiane vai voltar? — perguntou enquanto eu fechava o zíper do casaco.
A pergunta veio sem drama. Sem expectativa.
Como quem pergunta se va