CAPÍTULO 63 – ECOS DE UMA PRESENÇA
ANA
Theo ficou quieto demais depois que Daiane foi embora.
Não foi um silêncio triste. Nem assustado.
Foi um silêncio de quem tenta organizar algo que não entende.
Ele brincava no tapete, mas os carrinhos já não faziam barulho. Movia-os de um lado para o outro sem entusiasmo, como se estivesse mais atento ao que se passava dentro da própria cabeça.
Sentei ao lado dele.
— Quer me contar no que está pensando? — perguntei, com cuidado.
Ele demorou