A decisão não veio com lágrimas, veio com silêncio. Helena passou a madrugada acordada, sentada na beira da cama, observando a luz fraca que entrava pela janela. O coração já não acelerava — estava calmo demais e isso a assustava mais do que o medo dos dias anteriores.
Quando o despertador tocou, ela já tinha escolhido.
Na cozinha, preparou o café como sempre. O mesmo gesto, a mesma xícara, o mesmo cuidado. Só o olhar estava diferente — distante, organizado, protegido.
Arthur percebeu imediatam