POV HELENA.
Os dias que vieram depois foram estranhamente silenciosos, mas não um silêncio ruim. Não aquele que sufoca, que aperta o peito e faz a gente lembrar de tudo o que perdeu, era um silêncio diferente. Como se a vida estivesse respirando junto com a gente, pela primeira vez sem urgência.
Arthur permaneceu no hospital por mais alguns dias, a recuperação foi lenta, cuidadosa, quase meticulosa. Cada movimento era observado, cada reação analisada — e, ainda assim, cada pequeno avanço pareci