O tempo, naquela sala de espera, parecia não seguir as mesmas regras do mundo lá fora, os minutos se arrastavam lentos e até cruéis.
Helena estava sentada, o corpo inclinado levemente para frente, as mãos entrelaçadas sobre o ventre, como se aquele gesto fosse a única coisa capaz de mantê-la inteira. O olhar perdido em algum ponto do chão não acompanhava o movimento ao redor, mas ela ouvia tudo, do tilintar das xícaras ao ruído constante dos passos no corredor e, principalmente, o silêncio entr