Sofia escolheu um momento aparentemente simples. Estava sentada no tapete da sala, cercada por lápis de cor e folhas espalhadas, desenhando com a língua levemente para fora — concentrada do jeito que só crianças conseguem ser. Helena estava sentada no sofá, lendo, enquanto Arthur respondia mensagens no celular, fingindo atenção dividida. A casa estava em paz ou pelo menos parecia.
— Helena? — Sofia chamou, sem levantar os olhos do papel.
— Oi, meu amor.
— Posso te perguntar uma coisa?
Helena so