CAPÍTULO 17 - A PERGUNTA DE SOFIA

Sofia escolheu um momento aparentemente simples. Estava sentada no tapete da sala, cercada por lápis de cor e folhas espalhadas, desenhando com a língua levemente para fora — concentrada do jeito que só crianças conseguem ser. Helena estava sentada no sofá, lendo, enquanto Arthur respondia mensagens no celular, fingindo atenção dividida. A casa estava em paz ou pelo menos parecia.

— Helena? — Sofia chamou, sem levantar os olhos do papel.

— Oi, meu amor.

— Posso te perguntar uma coisa?

Helena sorriu.

— Sempre.

Sofia continuou desenhando por alguns segundos, como se estivesse organizando a pergunta dentro da cabeça antes de soltá-la no mundo.

— Você gosta do meu pai?

O tempo parou, não de forma dramática, mas com aquela suspensão delicada que antecede algo irreversível. Helena sentiu o coração bater mais forte, consciente demais de Arthur, que havia parado de digitar no mesmo instante. Ela não respondeu de imediato. Ajoelhou-se no tapete, ficando à altura de Sofia.

— Por que você quer s
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