Helena percebeu antes mesmo que algo estivesse errado. Não foi uma palavra dita, nem um gesto claro. Foi o modo como os olhares começaram a durar um segundo a mais do que o necessário. Como as conversas cessavam quando ela entrava em determinados ambientes. Como o silêncio ganhava uma textura desconfortável.
Ela sentiu isso ao chegar com Sofia à escola, duas mães conversavam perto do portão. Pararam ao vê-la. Sorriram — educadas demais, avaliadoras demais.
— Bom dia! — Helena disse.
— Bom dia!