As conversas com Elisa não foram fáceis, nenhuma delas. Houve pausas longas, silêncios que pesavam mais do que as palavras, olhares que carregavam anos de coisas não resolvidas mas, em meio à tensão, também houve algo novo: honestidade sem defesa.
Eu precisava ouvir, ela precisava falar e, principalmente, eu precisava decidir.
Aceitar a convivência dela com Sofia não era um gesto pequeno, não era apenas permitir visitas, era abrir uma parte delicada da vida de Laura — a mais delicada de todas,