Três meses.
Noventa e três dias, para ser exata.
Era esse o tempo que Valentina Rocatti contabilizava desde o momento em que sua vida, até então envolta em luxo e poder, havia desabado diante dos olhos de toda a elite mafiosa da Itália.
Por causa dele. Salvattore Bianchi.
A família Rocatti, outrora respeitada — ou temida, como ela preferia —, agora vivia uma vida medíocre em uma cidadezinha qualquer em Portugal.
Sem empregados.
Sem motoristas.
Sem influência.
Ela, que jamais havi