Ponto de vista de Rafaella Ferraro
O silêncio era ensurdecedor. Sentada na beira da cama, com os dedos entrelaçados no próprio colo, Rafaella encarava o nada com os olhos fixos, como se esperasse que o vazio respondesse ao aperto que dominava seu peito. O pressentimento era tão forte, tão palpável, que chegava a doer fisicamente. Era como se seu corpo soubesse antes mesmo da mente — como se seu coração já sentisse a ausência de Salvattore, mesmo que ele ainda não tivesse partido.
As horas se ar