Ponto de Vista: Rafaella Ferraro
A dor era constante, mas o medo era pior.
Meus braços estavam amarrados tão apertados que já não sentia os dedos. Meu rosto latejava com os hematomas deixados pelas mãos dos capangas de Antonella. Havia sangue seco nos meus lábios, e meu corpo inteiro doía por causa dos chutes e socos.
Eu tremia. Não de frio, mas do horror que ainda estava por vir.
A porta de ferro do cativeiro estava entreaberta, e por ela, vozes ecoavam no corredor. Agucei os ouvidos e me mant