A primeira coisa que senti foi o cheiro dele.
Amadeirado, quente, misturado ao sangue seco e à fumaça da fogueira.
O segundo foi a dor, uma pontada aguda no ombro, outra nas costelas, e uma fisgada profunda no peito, como se o coração ainda lutasse para se lembrar de bater.
Abri os olhos devagar.
O teto do abrigo era de pedra escura, iluminado por pequenas chamas que dançavam nas tochas.
O som da chuva ainda vinha de fora, mas lá dentro tudo era silêncio.
Senti o toque dele antes de o ver.
Mãos