A cidade amanheceu cinza. As gotas da chuva ainda escorriam pelas janelas da pequena pensão onde eu morava, e o som dos carros lá fora se misturava à minha respiração inquieta. Dormi mal. O sonho ainda estava fresco, e nele havia o mesmo par de olhos verdes que eu tanto tentava esquecer.
Danilo.
Mesmo quando fecho os olhos, o nome dele queima por dentro. Não importa o quanto eu corra, o quanto tente me misturar entre os humanos. Ele sempre volta. No cheiro do vento, na lembrança do toque, no so