Quando fugi da minha matilha, achei que bastaria desaparecer. Que bastaria andar quilômetros até que o cheiro das árvores não fosse mais familiar e os rostos que me conheciam não pudessem me seguir. Onde ninguém me conheceria. Acreditei, ingenuamente, que se eu me tornasse invisível, o mundo me esqueceria. Mas sobreviver entre humanos exige mais do que silêncio. Exige uma nova pele, uma nova história.
No abrigo, ninguém fazia muitas perguntas, mas a cada formulário, a cada ficha que precisavam p