Ayres
O vento mexeu um pouco o cabelo dela, trazendo para mim mais uma vez o perfume fresco que faz meu corpo lembrar que é vivo.
— Não quero desculpas bonitas, Ayres. — disse, sem dureza gratuita — Quero verdade com consequência.
— Eu sei. — respondi — E a consequência começa com o que já fiz hoje, admitir diante dos Anciãos e da matilha que minha força vazou desde a rejeição. Nomeei os que me sustentaram. Vou reparar o que puder, ouvindo quem nunca foi ouvido.
Ela respirou, os ombros subindo