Capítulo 43 – O Alfa Vulnerável

Ayres

O dia amanheceu com um cansaço que não cabia no corpo. A aldeia parecia uma fotografia esmaecida, telhados com fuligem, poças amarronzadas, marcas de botas nas passagens.

Gente viva, graças à Lua, graças a ela, mas com o rosto de quem ainda mede a distância entre o que poderia ter sido ruína e o que, por alguma razão maior do que nós, se manteve em pé.

Eu andei devagar pelo pátio, onde a rotina tentava renascer com teimosia, crianças juntando gravetos, mulheres estendendo panos, guerreiros recolhendo destroços.

Em cada rosto um pedido sem palavras, que eu fosse muro de novo. Em mim, um reconhecimento incômodo, o muro tinha fissuras. E todo mundo já tinha visto.

Joran veio ao meu encontro com um caderno de anotações nas mãos, o braço engessado por uma faixa improvisada.

— Precisamos fechar o flanco da ferraria antes do anoitecer. — disse, direto — E remanejar guardas para o curral. Falta madeira boa para escora.

Assenti, tentando manter o texto que o cargo exige.

— Faça a triag
Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App