Ayres
O dia amanheceu com um cansaço que não cabia no corpo. A aldeia parecia uma fotografia esmaecida, telhados com fuligem, poças amarronzadas, marcas de botas nas passagens.
Gente viva, graças à Lua, graças a ela, mas com o rosto de quem ainda mede a distância entre o que poderia ter sido ruína e o que, por alguma razão maior do que nós, se manteve em pé.
Eu andei devagar pelo pátio, onde a rotina tentava renascer com teimosia, crianças juntando gravetos, mulheres estendendo panos, guerreir