Ayres
Os corredores da fortaleza Greene já não soavam como antes. Antes, cada passo ecoava firme, sustentado por uma alcateia que respirava comigo. Agora, havia outro som, baixo, traiçoeiro: o sussurro.
Andar entre eles era sentir o ar pesado de palavras não ditas na minha frente, mas repetidas logo atrás. Eu fingia não ouvir, mas meu faro, meu instinto, me entregava cada murmúrio como punhal enfiado pelas costas.
— …a Deusa fechou os olhos pra nós.
— …desde que ele rejeitou a Luna…
— Cala a bo