O frio do chão úmido entrava pelos ossos de Lyra. O corpo estava fraco, pesado demais para se mover. Ela estava deitada sobre as pedras geladas daquele calabouço imundo, respirando com dificuldade, e cada suspiro parecia cortar por dentro. O cheiro de ferrugem e mofo impregnava suas narinas, misturado ao odor de sangue seco que parecia fazer parte daquele lugar.
Lágrimas silenciosas escorriam pelo rosto sujo quando ela levou as mãos trêmulas à barriga ainda lisa. O desespero se misturava a uma