A névoa verde demorou uma eternidade para baixar.
Pelo menos foi assim que pareceu para Lyra.
Ela sentia o gosto metálico de magia queimada na língua, os pulmões ardendo, como se tivesse respirado fogo, não fumaça. A visão piscava em manchas escuras e esverdeadas, o som do campo de batalha parecia distante, abafado, como se ela estivesse submersa em água gelada.
Mas, pouco a pouco, o mundo foi voltando.
Primeiro, o cheiro.
Sangue. Pelos queimados. Terra revirada. O fedor podre da magia de Atlas