Algo rachou.
Ela sentiu.
Não sabia se foi dentro dela ou dentro dele, mas alguma coisa trincou, como vidro sob pressão. River uivou de novo, um uivo ainda mais desesperado, e a pata travou no ar. As garras não desceram. Os olhos dele piscavam entre verde e vermelho agora, num padrão descontrolado. Verde. Vermelho. Verde. Vermelho. Por um segundo, Lyra teve certeza de que viu algo familiar surgir no meio daquela cor doente, um lampejo de reconhecimento, de dor que não era física.
— RIVER! — a vo