— O que você está lendo aí?
O susto foi tão grande que eu quase derrubei o diário no chão. Levantei a cabeça.
William estava parado na porta, sujo de terra, camisa aberta no peito e um olhar estreito sobre mim. Meu coração disparou.
— N-não é… não é nada. — engasguei, deslizando o diário para baixo da minha coxa, sentando em cima dele sem pensar. — Eu só… achei algumas cartas.
As sobrancelhas dele se ergueram levemente.
— Seu rosto está vermelho.
— É o calor. — respondi rápido demais.
El