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Fechei a porta do quarto com mais cuidado do que o necessário. A discussão ainda reverberava dentro de mim, dura, insistente. Respirei fundo e caminhei até a janela estreita. Do lado de fora, a floresta permanecia imóvel, antiga, indiferente aos conflitos humanos. Apoiei a mão na madeira fria e fechei os olhos por um instante.
Pedi a Deus uma direção. Não por salvação. Apenas por clareza.
Quando me virei, o diário estava sobre a cama, exatamente onde eu o deixara. A capa gasta parecia me