Ele levantou o olhar agora. Frio. Atento.
— Você sabe onde isso vai dar, não sabe?
Engoli em seco.
— Não é assim…eu…
— Não minta — ele interrompeu sem paciência. — Você lê porque sabe. Porque quer chegar lá.
Ele virou a página.
— Posso continuar — disse — ou você prefere admitir o porque lê isso?
— Para — sussurrei.
Ele fechou o livro com um estalo seco.
— “Para”? — repetiu, a voz baixa, carregada de impaciência. — Você ainda acha que tem o direito de mandar em alguma coisa aqui?
Ele