— Precisa saber… que, mesmo que tudo ao redor se transforme, eu sempre vou amar você.
Balance a cabeça em negação.
— Nada mudará. Eu também te amo.
Ele me beijou com suavidade. A vaca mugiu baixo como se reconhecesse o nosso temor.
— E o que faremos com ela? — perguntei, tentando aliviar o peso no peito. — E com as galinhas?
Ele sorriu de leve.
— Talvez venham conosco.
— Elas suportariam tanto tempo em um navio?
— Já suportaram uma vez — respondeu. — São sobreviventes como nós.
Sorri.