O quarto de Edmund e Evelyn estava exatamente como sempre estivera. Intocado. Silencioso. Havia algo ali que resistia ao tempo, como se a própria casa tivesse aprendido a preservar aquele espaço em respeito. Entrei devagar, quase pedindo licença, e fechei a porta atrás de mim com cuidado.
A luz entrava suave pela janela, espalhando-se sobre a cama arrumada com rigor antigo. A colcha ainda guardava o cheiro discreto de ervas secas. Caminhei até a pequena escrivaninha junto à parede e me sentei.