Dobrei a carta com cuidado excessivo e a guardei dentro do corpete, perto demais do coração para ser acaso.
Eu precisava vê-lo. Porque partir sem encará-lo seria negar tudo o que fomos.
Saí do quarto com passos decididos, misturando-me à pressa do navio. Soldados davam ordens, marinheiros gritavam instruções, passageiros desciam carregando malas, caixas, vidas inteiras empilhadas em madeira e couro. O mundo seguia em movimento, indiferente ao caos que me atravessava.
No caminho, uma mulher