O dia amanheceu cinzento. Uma neblina estranha encobria a cidade, como se ela mesma sentisse que algo ruim estava prestes a acontecer.
Leonel acordou sozinho na cama.
— Luna? — chamou, ainda com a voz rouca do sono.
Nada.
O banheiro estava vazio. O closet, intacto. Mas quando se aproximou da cômoda, notou algo estranho: o celular dela estava ali. Desligado. E o colar de prata que ela nunca tirava — presente de sua mãe — estava sobre a penteadeira.
Um arrepio percorreu sua espinha.
Ele pegou o t