O céu estava limpo, com o sol se derramando sobre a cidade em tons dourados. Luna caminhava devagar pelo jardim da nova casa com as mãos apoiadas nas costas, tentando aliviar o desconforto da barriga. O tempo parecia desacelerar, como se respeitasse o momento delicado que ela vivia: o entrelaçar do fim de uma etapa e o nascimento de outra — literal e simbolicamente.
Leonel a observava da varanda, encantado. Aquela mulher, antes arredia, marcada pelas cicatrizes da vida, agora transbordava luz.