Naquela noite, o vento frio serpenteava pelos corredores de pedra do castelo, fazendo as chamas da lareira tremeluzirem com leve inquietação. O céu estava limpo, pontilhado de estrelas, mas dentro da sala do escritório do príncipe Henry, o ar era pesado.
Carlos subiu os degraus de pedra, o som de suas botas ecoando suavemente. Bateu à porta entreaberta e encontrou o amigo inclinado sobre a mesa, cercado de papéis e livros, os olhos sombreados pelo cansaço.
— O que foi? Parece aborrecido.