No outro dia, Patrícia regressou para casa junto de sua mãe e da prima. Após a despedida com o príncipe Henry — que já demonstrava certa impaciência para se reunir com os burocratas do reino e tratar dos negócios pendentes — o vento fresco da manhã trouxe uma sensação de retorno à rotina.
Patrícia foi direto ao ateliê. Assim que empurrou a porta, o cheiro familiar de lavanda, alecrim e óleo de rosas a envolveu como um abraço. Sentiu o peito aquecer: estava com saudade de mexer nos frascos, medir essências e criar sabonetes e perfumes com as próprias mãos. Era ali que sua alma descansava.
Eleonor se retirou para a varanda, estendendo as linhas e agulhas no colo para começar um novo bordado. O sol batia de leve em seu rosto, refletindo no tecido branco como pequenos brilhos dourados.
Catarina, por sua vez, caminhou até o quintal. O cheiro de terra úmida da noite anterior ainda pairava no ar. Bruno, seu cachorro, correu até ela abanando o rabo. Ela se agachou e começou a acariciar o