Os dias passaram como páginas viradas com cuidado, até que chegou a manhã tão aguardada.
A grande igreja despertava envolta em luz suave, com vitrais coloridos filtrando o sol e espalhando tons dourados pelo chão de pedra polida.
O aroma delicado das flores recém-colhidas misturava-se ao incenso leve, criando uma atmosfera solene e acolhedora.
Naquele dia, dois casamentos uniam destinos.
Eleonor caminhava com serenidade, o coração firme apesar da emoção que lhe aquecia o peito.
O rei a aguardava junto ao altar, sentindo algo que não experimentava havia muitos anos: esperança.
Seu coração batia forte, não por dever ou protocolo, mas por amor verdadeiro que renascia com maturidade e escolha.
Patrícia entrou logo depois.
Um murmúrio percorreu os bancos da igreja.
Seu vestido, desenhado por ela mesma, fugia do tradicional: modelava-se ao corpo em linhas suaves, lembrando uma silhueta de sereia, elegante e delicada. O tecido claro refletia a luz dos vitrais, e seus cabelos sol