A suíte estava mergulhada em sombras quando Rafaella entrou, o coração já apertado no peito. O relógio marcava quase meia-noite. Ela havia tentado se manter no quarto de hóspedes, mas a empregada viera com um recado direto:
— O senhor Bruno disse que deseja a sua presença na suíte principal. Agora.
Ela caminhou até lá como quem vai ao cadafalso. O ar era denso, o ambiente frio apesar da temperatura. Ele estava em pé, próximo à janela, de costas, com uma taça de uísque nas mãos.
— Então... — dis