O sol mal havia nascido quando o alvoroço tomou conta da Fazenda dos Santos. Funcionários corriam de um lado para o outro. Gritos, chamados, cavalos sendo selados às pressas. Os cães farejadores, que nunca falhavam, dessa vez... nada. Nem rastro. Nem cheiro. Nem sinal.
Era como se Rafaella tivesse desaparecido no ar.
Dália, de avental, o rosto pálido e aflito, segurava um terço apertado nas mãos, rezando baixinho, enquanto organizava as mulheres da casa.
— Procura nos fundos! Na trilha do açude