Kael não dormiu naquela noite.
Esperou.
Na suíte escura, onde o silêncio parecia vibrar contra os espelhos e o teto refletia sombras que lembravam corpos em movimento, ele aguardava. O blazer repousava sobre a poltrona, os botões da camisa já abertos. O calor não vinha da lareira acesa, mas do que fermentava sob a pele — um desejo em ruína, em ebulição. A cama, ampla e coberta por lençóis negros, parecia um altar profano.
Narelle não veio.
Em vez dela, vieram duas ômegas.
Foram convocadas sem p